Meus ídolos merecem uma oração por dia

As Aventuras da Turma da Mônica Mais uma da Luciana Monte via Compfight 😛

Li o post da Tadsh falando sobre seus ídolos e ela diz que a catequese na infância lhe colocou um freio no tratamento de seus objetos de devoção como Ídolos.

(Devoção, adoração, culto, cultura, bota aí na nuvem de tags)

No meu caso, esse conhecimento religioso só chegou quando meus ídolos encarnados já estavam bem estabelecidos, desculpaê, Jesus. Mas também não gosto de nenhum tipo de fanatismo, e tento não cair nesta armadilha nem quando se trata do Muse. Afinal, tem muito mais gente que gosta de Coldplay, fazer o quê?

Minha relação com ídolos é mais uma torcida que uma real adoração. Meus eleitos me ajudaram a crescer e eu continuo aprendendo com eles. Então, sempre torço para que suas iniciativas deem certo, que suas eventuais escorregadas sejam mínimas e que eles continuem sendo os melhores.

Meu primeiro ídolo foi Mauricio de Sousa. Na verdade, foi a Mônica, mas depois comecei a ligar os pontos (Passatempos!). Por causa dele (vou destruir a prosa e colocar em tópicos):

  • aprendi a ler bem antes de por os pés numa escola — diz minha mãe que aos 3 (eu não consigo me recordar, quando tive consciência de minha existência, já sabia ler) já lia bem e que aprendi os sons das sílabas e a formar palavras com um brinquedo chamado “Cartilha da Mônica”;
  • quis aprender a desenhar e treinei até conseguir algo decente;
  • leio quadrinhos até hoje, inclusive os da Turma da Mônica;
  • escolhi minha profissão;
  • aprendi que ser politicamente correto não é ser chato, mas sim tolerar e abraçar o diferente — e quem não o é de alguma forma?
  • entrei em contato com os mangás!

Por causa do Mauricio, descobri um outro ídolo, lá por volta dos 12-13 anos de idade:  Laerte Coutinho. Sou apaixonada por quadrinhos brasileiros, e dentre todos eles, o maioral é Laerte/Sônia.

Ele é o arquétipo do gênio louco, ela é a tia que sofre com o cotidiano e ainda sorri. É a ironia ambulante e minha esperança de que ainda há jeito. Detesto conversar sobre Laerte/Sônia, porque entro em contato com algo rasteiro que não quero ver — elx está acima disto tudo.

Fact: Da única vez que tive coragem de falar com Laerte, falei com Sônia. Another fact: Minha tia mais chegada e minha querida sogra se chamam Sônia.

Mas Laerte fala a mim tantas vezes. O último recado que recebi foi este:

CLIQUE PRA LER! Vale a pena!

Seus quadrinhos são uma forma superior de arte. Desculpa novamente, Jesus, mas a arte de Laerte é divina. 😛

Este post faz parte do Meme de Janeiro, uma iniciativa das interneteiras do LuluzinhaCamp, que tem como única intenção, a diversão. Porque somos blogueiras e adoramos blogar, simples assim. Se você tem blog, corre para participar, clique aqui e saiba mais.

Três livros que mudaram minha mente e podem mudar a sua

Alex Dr Case via Compfight

Quero compartilhar com vocês três livros que me fazem ser o que sou hoje. Estas peças de arte mudaram meu pensamento e minha atitude. Cada uma delas mereceria um post em especial.

Este post contém Spoilers!

Vamos lá! sou muito fã de distopias (de utopias também) e já li algumas, estou no meio de uma coletânea de contos de robôs que é meio nesta pegada. Mas vejam só, meus preferidos simplesmente foram apelidados de “A Trilogia Distópica”. Eles são demais mesmo.

admirável mundo novo
clarissa rossarola via Compfight

Admirável Mundo Novo e seu maldito sistema de castas, em que uma recomendada libertinagem apenas disfarça de evolução o ultraconservadorismo vigente, e o uso da droga “Soma” promove o embotamento e passividade, que é entendida como se fosse a felicidade. Até que um bom selvagem vem acabar com esta calma.

1984 - iPhone Background
Creative Commons License Patrick Hoesly via Compfight

1984 é o ano em que um casal quer viver seu banal e cotidiano amor fora do olhar do Grande Irmão, e não ser apagado por tal ousadia. O que mais me marcou neste livro é o raciocínio de que quanto menos vocabulário ou formas de se expressar uma pessoa tiver, menos ela conseguirá criar, evoluir, compreender seus direitos e contribuir com a sociedade. E reduzir a expressão humana é a principal ferramenta de dominação do Grande Irmão (e de uma série de governos por aí).

Laranja Mecânica é meu preferido dos três. Assisti ao filme antes, e, ainda que maravilhada pela história e pela estética, achei a ultraviolência totalmente chocante e absurda, de modo que tornou quase aceitável ver Alex DeLarge ser cobaia de um experimento que simplesmente destruiu sua alma pelo “bem da sociedade” — e é aí que vemos que o bandido tinha alma. Mas o livro, narrado por Alex, quase totalmente com gírias Nadsat, me bagunçou muito. Me vi mais chocada ainda quando ri descontroladamente nos momentos mais vis do protagonista e de seus comparsas. Como assim??? Como posso rir diante de tal tragédia?

Espero que tenham gostado e que comentem e indiquem mais leituras 😛 Escrevi com sono, mas com carinho!

Fiz também uma listona de super filmes, que me arrancaram lágrimas e me fizeram pensar melhor na vida e no que quero ser, aguardem que vou postar aqui (fora do meme, senão, perco a data)!

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